Publicado em: ter, mar, 2014

Ativista Ana Paula Maciel posa para a Playboy

Presa na Rússia durante dois meses acusada de pirataria e depois vandalismo, a ativista Ana Paula Maciel decidiu aproveitar as oportunidades que têm surgido com a fama repentina e vai aparecer de biquíni nas páginas da “Playboy” de março.  Se houver boa repercussão, ela admite posar nua e usar parte do cachê para financiar um santuário para animais vítimas de tráfico ilegal.

“É uma primeira foto, uma foto teste. Dependendo da repercussão dos leitores, mais tarde vou fotografar como a natureza me fez mesmo”. A verba de um possível ensaio nu serviria para realizar um sonho: construir um santuário para recuperar e inserir na natureza animais selvagens apreendidos pela Polícia Federal por tráfico ilegal.

Atualmente morando em Porto Alegre com a mãe, Ana Paula ganhou notoriedade quando foi presa junto com mais 29 pessoas ligadas ao Greenpeace em um protesto no Ártico.

“Trabalhar com animais selvagens e ajudá-los de alguma forma é um sonho de adolescente, mas é algo que precisa de um certo investimento. Se estão me dando uma oportunidade de fazer um trabalho honesto com a melhor das intenções, não há problemas”, disse Ana Paula, deixando claro que a iniciativa não tem relação com o Greenpeace. “É uma decisão completamente minha”, disse.

Com o ensaio, a ambientalista pretende também aproveitar para disseminar a causa ambiental. “Pretendo aproveitar essa oportunidade para atingir públicos com a questão ambiental que, de repente, eram inatingíveis, por nunca terem parado para pensar sobre isso”, diz.

Em relação ao namorado, a ativista garante que não há problemas. “Ele disse que vou ser a coelhinha mais linda da história da revista”, conta.

“Eu não busquei a fama, foi algo que aconteceu de forma espontânea. E essa oportunidade, assim como muitas outras, se abriram para mim por causa da repercussão que teve a prisão”, afirma. “É uma única foto que vai sair em folha dupla e, dependendo da repercussão que tiver, eu negociaria com a revista um ensaio completo com o pagamento de um cachê”, diz.

As foto foram feitas no Paraná pelo fotógrafo André Sanseveriano.

“Como esse rumor começou quando eu ainda estava em São Petersburgo, nós brincávamos sobre essa possibilidade e, naquele momento, todos eles com os quais eu falei me apoiaram, todos de nacionalidades diferentes e culturas diferentes, unanimemente”, afirma a ativista, dizendo que sua decisão é pessoal – não envolve o Greenpeace -, e também que isso não apaga tudo que fez no passado pela causa ambiental.

Indagada sobre a possibilidade de críticas de ativistas mais extremistas, Ana Paula diz que nunca teve uma postura muito radical em suas ideias, “acredito na ideia de Aristóteles, do caminho do meio (…) da flexibilidade. Com equilíbrio e respeito se vai muito mais longe. Não sou ativista radical, não sou vegetarianista radical, de nenhuma maneira. Na organização mesmo, meus amigos são pessoas, porque o Greenpeace é um nome, mas são as pessoas que fazem o que ela é… E quando todos buscam um caminho do meio para seguir em frente, todos acabam pensando mais ou menos como eu”.

G1

Faça um Comentário

XHTML: Você pode usar essas tags html: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>